Preparada com atenção aos detalhes, a 2ª Noite Portuguesa (10) encantou os convidados e proporcionou por meio da gastronomia e da música um contato íntimo com a cultura de Portugal. O evento, criado pela atual diretoria executiva, chega a sua segunda edição apostando novamente na decoração temática repleta de uvas, garrafas de vinho, parreiras e em um cardápio diversificado com foco no bacalhau além da apresentação musical enfatizando o fado.
Quem chegava ao salão Prime era recepcionado por três mulheres caracterizadas com figurinos do Rancho Folclórico Tradições Portuguesas, que orientavam os convidados para suas mesas reservadas. A decoração com as cores de Portugal ficou mais intimista pouco antes da apresentação principal, quando as luzes se apagaram e foram acesas as velas, num clima de penumbra que fazia lembrar as tabernas de lá.
"Era um sonho, uma coisa muito pessoal a ideia de fazer a noite portuguesa. Assim que assumimos apresentei para a diretoria o quanto era importante fazermos isso, e lendo, interpretando o estatuto, estava lá o artigo que diz 'preservar as tradições portuguesas'. Ao chegar aqui eu não vi nosso rancho português, que estava desativado há quatro, cinco anos. Nós não tínhamos apresentação de fado, exceto uma há cerca de dezoito anos em que veio o Roberto Leal, a única vez. Agora a diretoria tem que oferecer isso, faz parte da regra, e apesar de ter todo um trabalho é um trabalho gostoso, minucioso. O ambiente tem que estar todo caracterizado, customizado, fazendo com que a pessoa se sinta em Portugal em uma casa noturna" explicou o presidente da Associação Luso Brasileira de Campo Grande MS, Horácio Andrino.
Indicados ao presidente Andrino pela Casa de Portugal durante uma viagem que fez a São Paulo, o trio que se apresentou trouxe no repertório clássicos do fado e músicas mais atuais, além de incluir pedidos que com antecedência buscaram em meio aos luso-descendentes e portugueses que vivem em Campo Grande.
"É minha primeira vez aqui, estou super contente, o espaço é muito lindo e é um prestígio poder participar e fazer essa homenagem à cultura portuguesa" afirmou a cantora Nani Medeiros, que há três anos mergulhou no universo do fado ao lado de seu marido que toca a viola no trio. "Eu gosto demais pela poesia, pelo que diz, pela coisa visceral. O fado eu digo que acontece quando há silêncio, porque principalmente o que está se dizendo é importante, as cantoras e cantores de fado fazem os melismas e isso é encantador mas, principalmente a poesia que está se dizendo é muito importante, então o silêncio é necessário para que o fadista se concentre e consiga transmitir essa informação" contou Medeiros, que há um ano esteve em Portugal e cantou em uma casa tradicional.
Filho de portugueses, o marido de Nani, João Pita, ouvia fado na casa dos avós. "Me sinto com uma missão cumprida, e me traz memórias como eu sei que traz para os portugueses e descendentes. Pra gente isso que temos feito é muito bonito de levar e de ver as pessoas se emocionando, se lembrando dos parentes. E também de muita gente que nunca ouviu fado e que tem gostado. Essa experiência pra gente é muito boa porque infelizmente é uma música que não teve renovação aqui no Brasil e estamos tentando fazer isso agora" disse.
O músico Ricardo Araújo, que tocou guitarra portuguesa na apresentação, faz turnês com frequência por Portugal, e também já dividiu palco com grandes nomes da música brasileira como Yamandu Costa e Fafá de Belém. "Eu tive a sorte de estudar com um dos maiores mestres de guitarra portuguesa do Brasil, o maestro Manoel Marques, que no final de alguns anos de estudo deixou toda a sua obra pra eu pra dar continuidade. Ele faleceu recentemente e eu estive em Portugal na semana passada fazendo um concerto em homenagem a ele" contou Araújo, que ensina o instrumento a outros músicos do mundo todo por meio da internet e com eles realiza um encontro anual em Portugal.
O trio arrancou aplausos entusiasmados da plateia. Alternando algumas cantadas e outras instrumentais, toda a riqueza musical dos integrantes foi apresentada.
"Eu esperava que fosse aquele fado mais chorado, mas não foi, me surpreendeu, achei inovador, gostei" avaliou Jordelei Cabral. "Pra mim particularmente, que sou neta de português e que estive recentemente em Portugal, também encantou, estamos revivendo o que vimos lá" disse a esposa Cristiane Ribeiro Cabral.
Maria Angélica Serrano Machado também gostou. "Uma maravilha, a cantora é fenomenal, interpreta muito bem, e todos nós aqui da mesa ficamos apaixonados por ela e por todos ali, porque os rapazes tocam muito bem. Relembramos muito Portugal, eu sou filha de português e já fui quatro vezes a Portugal, amo aquela terra e adorei" falou Serrano.
Para Nelson Benedito, que acompanhou a apresentação com muita atenção ao lado do presidente do Conselho Fiscal da ALB, João Daniel, o sentimento evocado foi o de conquista. "O fado é uma música que as pessoas cantam com o coração, é uma música triste que conta histórias de tragédia, de amor, de superação e por isso se torna fantástica, muito interessante de ouvir e com um ritmo que é maravilhoso, eu adoro fado" contou.
Durante a noite os convidados saborearam como entrada bolinhos de bacalhau e tremoços e após a apresentação musical foi servido o jantar. Noventa quilos de bacalhau foram utilizados em diversas combinações. Além dos bolinhos, teve bacalhau gratinado ao forno com pimentões, azeitonas pretas e verdes; bacalhau com batatas regado a muito azeite e arroz com bacalhau. Foram servidas sobremesas como bananas caramelizadas com sorvete e pasteis de belém. Aproximadamente quinze pessoas foram mobilizadas na cozinha e no salão para garantir o melhor atendimento.
"Achei excelente, tanto o fado quanto a comida e a companhia. Foi excepcional. Valeu a pena. O único problema é que não tive estômago para aguentar mais" brincou o convidado Ivan.
Texto e fotos da cobertura de André Patroni.
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